quinta-feira, 8 de julho de 2010

A saga continua!

Ayoba meus 13 saudosos leitores.

Antes que alguém pergunte, nós não morremos (e olha que rodamos 5500 quilômetros de carro desde que chagamos), o que ocorre é que além do desânimo que rolou depois da eliminação do Brasil e tudo o que envolveu aquele maldito dia, passamos alguns dias viajando para cape town e aqui a internet tem sido um problemaço...

Já decidimos que teremos que manter o blog depois da copa para podermos contar uns causos que tem ficado pra trás com todos os esses hiatos. Por ora vou falar do que tem acontecido e do que temos visto por aqui...

A derrota do Brasil não liberou nossos dias de futebol, afinal somos todos viciados, mas esse momento mais espaçado da copa e o fim da obrigação de torcer tem deixado mais tempo para ver a África do Sul e esse é um lugar que merece ser visto. Praias, cavernas, montanhas, campos, animais e gente, é um país lindo sob muitos aspectos.

Saímos de P. E. no dia seguinte a derrota do Brasil e um pouco depois da pobre Paris Hilton ser presa a e condenada após fumar "kaka" após a partida. Fomos pela Garden Route até Mossel Bay, passando e parando no maior Bungee Jump do Mundo, do qual não pulamos por falta de vagas disponíveis, Plattenberg bay, aonde tentamos ver baleias e Knysna cidadezinha encravada numa baía que nos propiciou um almoço de tapas e a derrota da Argentina...



Em Mossel Bay, cidade marcada pela chegada de Bartolomeu Dias após a o contorno do Cabo da Boa Esperança, dormimos num Trem/Albergue na beira do mar, cada um na sua cabine, confortavelmente apertado... No dia seguinte fomos a Cango Caves, uma das maiores cavernas do mundo e seguimos viagem pela R62 no meio de montanhas e campos muito bonitos.



Ao fim e ao cabo, chegamos na famosa Cidade do Cabo, lugar ais parecido com o meu saudoso Rio de Janeiro em que já estive que tem nos brindado com paisagens inacreditáveis. Essa cidade merecerá outros posts meus e dos outros com certeza! Olhem uma foto do Pôr-do-sol em Camps Bay.



Quanto ao futebol, torcemos (a exceção de Sassá) muito pro Uruguai, mas não deu pro Hermanos, fomos a porta do Estádio e até cantamos músicas alusivas ao primeiro campeonato de 30...o Uruguai me lembra o simpático Botafogo. Ontem vimos o jogo na Fan Fest daqui que fica bem perto de "casa"num lugar lindo em frente ao "castle of Good Hope", dessa vez torci certo e a Espanha ganhou... agora é Fúria!


PS: Faltou dizer que fizemos, se não um Safari, uma visita ao Addo Elephanto PNão dava pra sair daqui sem ver uns bichinhos...


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Acabou!!!

Adeus, Dunga!
Tomar no cu, Teixeira!
Felipe Melo vai se fuder!

No dia em que nosso goleiro e nossa defesa comprometeram nao deu pe.

Inacreditavel foi Dunga tirar o Luis Fabiano com o time perdendo. Sem falar na parte de olhar para os jogadores aquecende na nossa frente e ver Josue, J Baptista, Kleberson e Grafite.

E o Ronaldinho vendo a Copa na TV.

Resta torcer para a Argentina.

DUNGA BURRO

Acho que posto com o sentimento de todos nós! Convocação teimosa, time sem opções, Felipe Melo (!) titular... só podia dar nisso, mas o pior é que eu sofri...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Áfricas do Sul...

Ayoba queridos 13 leitores,

A madrugada já esta bem avançada por aqui e eu ansioso com a jogo de amanhã e com os últimos acertos para a parte final da viagem, sigo acordado. Não ganharei nada com isso fora as olheiras, por isso resolvi aproveitar para postar.

Nessa nossa louca triangulação pelo país, Joburg-Durban-Joburg-Port Elizabeth, além de conseguirmos acompanhar os jogos do Brasil, passei a conhecer boa parte da malha viária e as diferentes regiões que compõe esse pedaço especial da África. Campos lindos e vastos, muitos contrastes e uma estrada reta que parece sem fim.

Descendo os 1700 metros de altura que causaram tanto frio em todos nós e seguindo em direção a "cidade mais quente da Copa", forma com durban se denomina, pude sentir o ar entrando húmido de novo pelo meus nariz e e chegando ao pulmão, nuvens e árvores verdes voltaram a paisagem e finalmente me encontrei com o Oceano Índico. pode parecer bobagem, mas poder mergulhar nas águas de outro Oceano que não o bom e velho Atlântico foi bem marcante pra mim.



Durban é uma cidade bonita, mistura de Índia (tem mais de 1 milhão de indianos) com África, principal cidade da região de Kwazulu, terra dos reis Zulus, como Ushaka que dá nome ao aeroporto e um parque marinho que visitamos. Essa região foi palco de muita luta entre Boeres, Zulus e Ingleses, isso sem falar no Indianos... eles dizem por lá que houve um batalha em que Churchill e Ghandi (que viveu mais de 20 anos de Durban) estiverem envolvidos.











Durban, que apesar de transparecer pobreza e contradições, pelo que pude ver nas ruas e na lotada e animada e multi-racial Fan Fest, parece menos rachada socialmente que joburg se esforçou muito pela Copa, uma linda orla foi parece ter sido remodelada há pouco e o Estádio de lá é espetacular! Brasil e Portugal deveriam ser multados pelo joguinho que jogaram lá. Estádio a beira mar e integrado a paisagem da cidade é coisa de se tirar o chapéu.



Subimos de volta e mal tivemos tempo de matar as saudades de Joburg, seu frio (dessa vez menos agressivo), sua secura e seu maldito trânsito, foi papo de chegar, ver o Brasil dar um sacode no Chile e descer o mapa mundi em direção a Port Elizabeth. Mas isso é outra história...

Chegada da Seleção

Ontem ao sairmos para jantar, tivemos uma surpresa divertida.

Rua fechada pela polícia. Aglomeração de pessoas na frente de um hotel. Imprensa.

Estava claro que a seleção brasileira ia chegar. Ficamos lá vendo a chegada do ônibus(mas não dos jogadores, que saíram rapidinho para o hotel) e pagamos de papagaio de pirata para algumas TVs.

E pudemos ver o Kaká dando tchauzinho do quarto.

Não foi nada, não foi nada mesmo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Várias pequenas coisas

Depois de um tempo sumido do blog, é preciso escrever algo por aqui antes que eu esqueça a senha. Aproveitando uma noite de trabalho, sim trabalho (estou tendo que lançar as notas do final do semestre), aproveito o tempo passado em frente ao computador para escrever algumas pequenas notas.

Joanesburgo é uma cidade que dá choque. São dois os tipos de energia que afetam a maior cidade sulafricana, um é a eletricidade estática e outra é a energia elétrica. Por conta do frio e da baixíssima umidade do ar, é possível levar choques em diferentes situações, como na porta do carro, em corrimãos e até com pessoas, porque com calçados emborrachados, carpetes e outros isolantes a estática não é liberada e acaba passando pela pessoa. A outra eletricidade é a das grades que protegem a maior parte das casas. Por conta da violência muitas casas têm segurança particular e faz parte dessa segurança as cercas elétricas, que eu só vi parecido assim em Campinas, mas aqui a é pior.

Quanto à Copa do Mundo, além do futebol o que tem me interessado são as FIFA FAN FEST. Passei bastante tempo nelas, tenho muitas páginas de caderno escritas, entrevistas feitas e espero que um bom material para artigos.

Quanto ao futebol alguns comentários:

1 – Qual o ponto da federação francesa manter Domenech depois do desempenho no Euro? Qual o ponto de contratar um treinador (Laurent Blanc) antes da Copa começar?

2 – Por que o Domenech não chamou o Benzema? Por que não dá pra jogar Henry e Ribery juntos? Não é a toa que os jogadores os xingaram e se revoltaram no vestiário.

3- Apesar de não esperar um desempenho melhor da equipe de Portugal, esperava mais de Queiroz. Mesmo tendo melhores opções no banco, ele montou um time defensivo e com talento limitado. Perder Nani foi ruim, mas deixar Simão na reserva, colocar o Pedro Mendes e não colocar o Deco quando precisava mudar o jogo contra a Espanha, o Liedson ficar no banco enquanto se falta tanto talento... e Danny? Enfim... um Cristiano Ronaldo só não faz verão, ainda mais contra um time com Xavis, Villas e Iniestas.

4- Por falar em Espanha, por que Del Bosque não tira um dos cabeça-de-área (Busquets ou Xabi Alonso) coloca um meio mais ofensivo (Cesc ou Silva) e adianta o Villa para uma posição onde ele fique mais perto do gol?

5- Será que a defesa da Argentina vai agüentar Ozil, e Muller?

6 – Qual grosseria o Dunga vai fazer se ganhar a Copa?

7 – O Brasil poderia ter mais jogos como esse contra a Holanda. Jogos difíceis e emocionantes são melhores.

Hoje não tem futebol.

Depois de muito tempo sem postar vou continuar sem fazer um post meu. Vou colocar no ar um artigo escrito por meu pai sobre a maratona de futebol da Copa do Mundo.

"QUARTA FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2010


Hoje não tem futebol.

Nos últimos 19 dias, 56 jogos. No mínimo 2 jogos ao dia.
Muito, muito futebol. Muitos comentários, infindáveis repetições, entrevistas, milhares de aspectos.
Bastante além de um torneio de futebol, um verdadeiro festival.

Dos times que restam, tres já tem o que comemorar, Uruguai, Paraguai e Gana, embora naturalmente queiram e possam talvez ir mais adiante.
Para Brasil, Argentina, Alemanha e as virgens, Espanha e Holanda, só interessa ganhar a Copa.
De qualquer forma, agora, na briga de cachorro grande, não tem nada exótico.
Dos que partiram, mesmo os grandes, França, Itália e Inglaterra, apenas repetiram um script já conhecido. Muita empáfia, pouco futebol.
Inglaterra é a única que tem pelo que chorar, pelo gol não marcado. A Itália, no desespero, jogou 15 minutos de futebol com raça. A França resolveu fazer a revolução em plena Copa e foi decapitada.
Portugal contra o Brasil fez um jogo lamentável (como fizemos igualmente) que pensávamos fosse pela garantia do empate. Pois fez o mesmo jogo contra a Espanha, muito abaixo de seu potencial, e partiu, ora pois, pois.

De tantos jogos é difícil, na ebulição do momento, escolher um aspecto que caracterize esse festival. Os comentaristas de ofício, percebo, escolhem um bordão e organizam seus comentários e análise a partir dele.
A verdade é que quando as seleções se reuniam meses antes e treinavam até se fartar, aspectos táticos e estilos de jogo, apareciam com maior clareza. Como quase todos os jogadores são profissionais europeus, torna-se difícil falar num padrão brasileiro, argentino, italiano ou holandes.
Nós, os apreciadores, sem ter a obrigação de decifrar, nos deleitamos com os grandes jogos, as grandes rivalidades, as jogadas geniais.
Também torcedores, embora por vezes de nariz torcido, podemos gozar nossas vitórias e nem precisamos demonizar os adversários enquanto não nos defrontamos com eles.

Argentina e Alemanha sem estrondo apresentaram maior brilho até aqui. Brasil, sem grande brilho mas muito forte. Espanha crescendo e Holanda forte, hábil e bastante guerreira.
Gana, Paraguai e Uruguai. Nenhum pato manco aí, mas o Uruguai, com Forlan fazendo a diferença pode surpreender. Um deles vai à semifinal!
Pena que o juiz tenha realmente estragado o maior jogo até aqui. Claro, Inglaterra e Alemanha.

Neste fim de semana, Argentina e Alemanha farão o mundo do futebol tremer. Os hermanos com um ataque difícil de parar, muito habilidoso, ligeiro e versátil. Tevez jogando muito mas a defesa ainda não passou por um teste e parece instável. A Alemanha impressionando pela organização, qualidade dos jogadores e movimentação. Alguém vai dançar.

Antes disso , porém, tem o Brasil contra a Holanda.
Falar do Brasil é o mais difícil.
Nós só nos interessamos em vencer a Copa. Qualquer outro resultado é ridículo.
E o Brasil, e o jogador brasileiro nos surpreende.
No primeiro mata-mata, pegamos adversário que, se pudéssemos, seria o escolhido. E ganhamos com autoridade absoluta.
A Holanda, jogando pela vida, será um adversário poderoso. Como sempre.
Ganhando, a Terra Prometida ficará mais próxima. Perdendo ainda temos o Dunga para malhar.
Esse sem dúvida é um cretino, embora numa atividade onde os cretinos com frequencia são bem sucedidos.

Vamos à próxima etapa do grande Festival do Deus Futebol e que ele nos livre de disputar terceiro e quarto lugar, o mais melancolico de todos os jogos.

Roberto"